Páginas

Mostrando postagens com marcador David Martyn Lloyd Jones. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador David Martyn Lloyd Jones. Mostrar todas as postagens

PORQUE AS PESSOAS SÃO INDIFERENTES A IGREJA?


Uma das razões convincentes para estudar a doutrina da igreja, é por que aqueles que estão fora da igreja têm sua impressão do cristianismo e do Senhor Jesus Cristo e, de fato, do próprio Deus do que eles veem em nós à igreja. Não é de surpreender que eles devam chegar a suas avaliações e seus julgamentos dessa maneira. Nós somos as pessoas que fazemos essas grandes reivindicações:
             · Nós reivindicamos ser o povo de Deus.
             · Nós afirmamos ser “participantes da natureza divina” (2 Pedro 1: 4).
          · Nós afirmamos ser especiais e únicos, pessoas que têm uma resposta para os grandes problemas da vida.
Então, eles naturalmente olham para nós, e eles julgam tudo o que defendemos e todos nós afirmamos acreditar no que eles veem em nós. E eu acho que pode haver muito pouca discussão que é por causa do que eles veem em nós que muitos estão fora da igreja cristã no presente momento.
Agora eu sei que há muitos que, olhando para o estado da igreja hoje, sentem que a única coisa a fazer é considerar imediatamente os métodos que podemos empregar para conquistar pessoas de fora. Isso é perfeitamente correto e bom de se pensar. Mas eles começam com isso. Eles dizem: "Aqui estamos, e há pessoas de fora que são indiferentes à igreja", e imediatamente começam a considerar meios e métodos interessantes e atraentes de fora. E alguns deles parecem estar preparados para ir a quase todos os níveis e tomar emprestadas quaisquer medidas concebíveis do próprio mundo, a fim de fazer algo para se apossar dessas pessoas. Agora, enquanto estou em total concordância com o evangelismo e estou entre os primeiros a dizer que a principal tarefa da igreja cristã é o evangelismo, sugiro, no entanto, que quando começarmos primeiramente a pensar nos métodos, naquilo que podemos fazer, para atrair aqueles que estão do lado de fora, estamos começando no ponto errado.
Eu sugiro que a primeira pergunta que devemos fazer é: por que essas pessoas estão fora? E já dei minha própria resposta a essa pergunta. De fato, é a resposta que eles mesmos dão. Eles estão fora muito em grande parte por causa do que eles veem em nós que estamos dentro. Por isso, sugiro que a primeira questão que deveria nos envolver é a seguinte: o que há de errado conosco? O que podemos fazer a respeito de nós mesmos para atrair o mundo exterior em vez de repeli-lo? Certamente este é o primeiro passo. Ao invés de assumir que tudo está mais ou menos certo conosco e considerando meios e métodos de ganhar pessoas de fora, devemos nos preocupar em lidar com o que há em nós que os está repelindo. Devemos nos colocar em tal condição que nos tornemos uma atração e criar dentro deles o desejo de estar entre nós e compartilhar as coisas de que gostamos.

*Tradução livre by Mazinho Rodrigues.
Fonte: Setting Our Affections Upon Glory - David Martyn Lloyd Jones.

AFINAL, POR QUE HÁ NECESSIDADE DE SALVAÇÃO?

A resposta é, porque a humanidade em pecado está numa condição de escravidão. Um inimigo entrou no mundo. O diabo, o inimigo de Deus, fingindo-se amigo do homem, foi o maior inimigo do homem. Ele dominou o homem e daí em diante o mantém em escravidão e cativeiro. Ensina-nos isto o capítulo dois da Epístola aos Hebreus: “E, visto como os filhos participam da carne e do sangue, também ele participou das mesmas coisas, para que pela morte aniquilasse o que tinha o império da morte, isto é, o diabo; e livrasse todos os que, com medo da morte, estavam por toda a vida sujeitos à servidão” (versículos 14-15). O homem em pecado é escravo do diabo; está sob o domínio de satanás. Quando foi dada pelo Senhor Jesus Cristo ao apóstolo Paulo, no caminho de Damasco, a ordem para pregar o evangelho, foi-lhe dito que fosse para o povo e para os gentios “para lhes abrires os olhos, e das trevas os converteres à luz, e do poder de satanás a Deus” (Atos 26:18). Satanás, o arqui-inimigo, é o comandante dos exércitos do inferno; e ele atacou e derrotou a humanidade, e a tomou cativa. Ele exerce um terrível domínio e poder sobre a humanidade. O pecado é semelhante a uma terrível escravidão - “O caminho dos prevaricadores é áspero” (Provérbios 13:15).
Muitos pensam que uma vida de pecado é uma vida de liberdade, mas é a maior escravidão de todas. Pensem nas multidões que no mundo atual são escravas da bebida e das drogas, do sexo e de mil e uma outras coisas. Falam da sua liberdade e vida maravilhosas, porém são pobres escravos ignorantes, como logo descobrem quando tentam libertar-se. Quem quer que tenha tentado livrar-se de um hábito mantido e praticado há muito tempo sabe algo sobre a escravatura e sobre o poder da escravidão do pecado. Acresce que a humanidade está debaixo da maldição da lei: “A cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária”, diz Paulo em Colossenses (2:14). A lei de Deus é contra nós por causa do nosso pecado, e está pronunciando um julgamento sobre nós. Estamos “debaixo da lei” por natureza. Esta é a condenação, e dela não podemos escapar. E depois há o fato da morte. “Ora o último inimigo que há de ser aniquilado é a morte” (1 Coríntios 15:26). Eis o poderoso inimigo que mantém a humanidade em escravidão a vida inteira, o medo da morte. Satanás maneja e usa esse medo para manter-nos na escravidão.
A humanidade em pecado odeia esse temível espectro que cada vez mais se aproxima de nós. Ela faria qualquer coisa para evitá-lo, todavia não consegue. Estes são os inimigos que derrotaram o homem. O Filho de Deus veio a este mundo a fim de vencer estes inimigos e pôr em liberdade todos os que nEle creem. Cristo veio para redimir a Igreja, para resgatar o Seu próprio povo dessa escravidão, desse cativeiro, dessa tirania. Ele veio com esse objetivo específico, e o levou a cabo.

Fonte: David Martyn Lloyd Jones - Efésios - A Unidade Crista, p.140,141.

PREFÁCIO DO LIVRO - SANTIDADE - J.C.Ryle


Um dos mais encorajadores e esperançosos sinais que já observei, após muitos anos nos círculos evangélicos, foi o renovado e crescente interesse pelos escritos do bispo J. C. Ryle.
Em sua época ele era famoso, notável e amado como campeão e expositor da reformada fé evangélica. Por alguma razão, entretanto, suas obras não são conhecidas pelos evangélicos modernos. Seus livros, acredito, estão esgotados neste país e com dificuldade são obtidos em segunda mão.
As diferentes sortes sofridas, quanto a essa questão, pelo bispo Ryle e por seu quase contemporâneo, bispo Moule, sempre foram para mim pontos de grande interesse. Todavia, o bispo Ryle, está sendo redescoberto, havendo um novo empenho na publicação de suas obras.
Todos quantos já o leram sentir-se-ão gratos por esta nova edição de seu grande livro sobre a "Santidade". Jamais me esquecerei da satisfação espiritual e mental com que o li, há cerca de vinte anos passados, após tê-lo encontrado por acaso em um sebo.
De fato, o livro não requer prefácio ou palavra de apresentação. Tudo quanto farei é exortar todos vocês a lerem a própria Introdução do bispo Ryle. Ela é valiosa porque provê o arcabouço no qual ele se sentia impulsionado a produzir esta obra.
As características do método de apresentação e do estilo do bispo Ryle são óbvias. Acima de tudo e sempre ele é bíblico e expositivo. Nunca parte de uma teoria dentro da qual tenta ajustar vários textos das Escrituras. Sempre começa pela Palavra, e, então, a expõe. E a sua exposição é o que há de mais excelente e elevado. Ela sempre é clara e lógica, e invariavelmente leva a uma distinta, enunciação doutrinária.
É forte, viril e inteiramente isenta do sentimentalismo que, com freqüência, tem sido descrito como "devocional".
O bispo Ryle fartou-se profundamente das fontes dos grandes escritores puritanos clássicos do século XVII. De fato, seria apenas falar com precisão se disséssemos que seus livros destilam a verdadeira teologia puritana, apresentada sob uma forma moderna e de fácil leitura.
Ryle, tal como seus grandes mestres, não nos oferece um caminho fácil para a santidade e nenhum método "patenteado" pelo qual ela possa ser atingida. Antes, invariavelmente ele produz aquela "fome e sede de justiça" que é a única condição indispensável para que alguém seja "satisfeito".
Que este livro seja amplamente lido, e que o nome de Deus seja crescentemente honrado e glorificado.
                                D. M. Lloyd-Jones Westminster Chapel

Fonte: J.C.Ryle - Santidade.