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SIGNIFICADO DO BATISMO DO ESPÍRITO SANTO.


Consideramos a seguir o significado do batismo do Espírito Santo de vários pontos de vista.
1. O PONTO DE VISTA DO ENSINO NO ANTIGO TESTAMENTO SOBRE O DOM DO ESPÍRITO.
A profecia de Joel citada por Pedro indica algo extraordinário no dom do Espírito no Pentecostes. O Espírito agora vem em novas formas de manifestação e com novo poder. As várias classes mencionadas como recebendo o Espírito indicam a ampla difusão do novo poder. No Antigo Testamento, geralmente o Espírito era concedido aos indivíduos; aqui o dom é para o grupo de discípulos, a igreja. Aqui o dom é concedido permanentemente, enquanto no Antigo Testamento era geralmente transitório e para um propósito especial. Aqui novamente o Espírito vem em plenitude, em contraste com a doação parcial nos tempos do Antigo Testamento.
2. O PONTO DE VISTA DA ASCENSÃO DE CRISTO.
Em Lucas 24:49, Jesus ordena aos discípulos que permaneçam na cidade “até que sejais revestidos com poder do alto”, e em João 15:26 Ele fala do Consolador “a quem eu enviarei da parte do Pai”, “ele dará testemunho de mim”; e em João 16:13, Jesus declara que o Espírito, quando vier, guiará os discípulos em toda a verdade e mostrará as coisas futuras. Neste verso o Espírito é chamado o Espírito da verdade. Era apropriado que o Espírito que deveria interpretar a verdade e guiá-los em toda a verdade viesse depois da plenitude, e não antes, da conclusão da tarefa da vida do Messias. A manifestação histórica da verdade divina assim completada tornou necessário o dom do Espírito em plenitude. O próprio Cristo foi o doador do Espírito. O Espírito agora toma o lugar de Cristo ascendido, ou melhor, toma as coisas de Cristo e as mostra aos discípulos. O batismo do Espírito no Pentecostes torna-se assim o grande evento histórico que sinaliza o início de uma nova era no reino de Deus, na qual todo o movimento é elevado ao plano espiritual, e a tarefa de evangelizar o mundo é formalmente iniciada.
3. O SIGNIFICADO DO BATISMO DO ESPÍRITO DO PONTO DE VISTA DOS DISCÍPULOS.
Não se pode dizer com verdade que o Pentecostes era o aniversário de inauguração da igreja. Jesus havia falado de Sua igreja durante o seu ministério terreno. A relação espiritual com Cristo, que constitui a base da igreja, existia antes do batismo do Espírito Santo. Mas esse batismo estabeleceu a igreja de várias maneiras. Primeiro na unidade. O laço externo da unidade agora dá lugar a um laço espiritual interno de profundo significado. Em segundo lugar, a igreja agora se torna consciente de uma missão espiritual e os ideais teocráticos do reino desaparecem. Em terceiro lugar, a igreja é agora dotada de poder para o seu trabalho. Entre os dons concedidos estava o dom da profecia no grande sentido de falar por Deus e o dom de línguas que permitia aos discípulos falar em línguas estrangeiras. O relato no segundo capítulo de Atos não admite nenhuma outra construção. Houve também o poder concedido no testemunho de Cristo. Esta foi de fato uma das mais importantes bênçãos nomeadas em conexão com a promessa do batismo do Espírito. O poder de operar milagres também foi concedido (Atos 3:4ss; 5:12...). Mais tarde, nas epístolas de Paulo, muita ênfase é dada ao Espírito como a agência santificadora nos corações dos crentes. Em Atos, a palavra do Espírito é principalmente messiânica, isto é, a atividade do Espírito é vista em relação à extensão do reino messiânico. A ocasião para o derramamento do Espírito é o Pentecostes quando homens de todas as nações estão reunidos em Jerusalém. A representação simbólica de línguas de fogo é sugestiva de pregação, e a glossolalia, ou falar em línguas que se seguiram, de modo que homens de várias nações ouviram o evangelho em suas próprias línguas, indica que o batismo do Espírito tinha uma relação muito especial com a tarefa da evangelização mundial para a entrada do reino de Deus.

*Tradução livre by Mazinho Rodrigues.
Fonte: The International standard Bible encyclopedia – James Orr.

A BÍBLIA E SUAS TRÊS PODEROSAS QUALIDADES.



A palavra bíblia significa livros. Embora seja um volume, contém 66 livros. Entretanto todos se combinam como se fossem um só. É universal e está traduzida em mais de mil línguas e dialetos. Suas três qualidades poderosas, além de outras, se intitulam: suficiência, evidência e autoridade.

1) -— Suficiência — Nela encontramos a verdade em todos os seus propósitos religiosos. Jesus aconselhava o povo a examiná-la (João 5:39). Certa vez, narrando a parábola do rico e Lázaro, o Mestre fala da suficiência das escrituras (Luc. 16:29-31). E o salmista já dava seu testemunho experiente (Sal. 19:7,8), palavras que desfazem quaisquer dúvidas. Quantas igrejas neste nosso Brasil foram organizadas, cujos crentes se converteram pela leitura da Bíblia! Nela encontramos toda a verdade exigida para a vida religiosa.

2) — Evidência — Tanto na ciência como na filosofia há  maiores ou menores graus de evidência ou clareza, sujeitas à modificação. A Ciência funda-se permanentemente na verdade, embora a verdade da ciência não seja absolutamente a verdade religiosa, salvo no sentido geral, em que toda a verdade é de Deus. Por isso, tanto uma como outra falham em religião. A Bíblia não (Rom. 1:19-21). Sendo evidente ou clara, ainda nos ensina que toda a revelação é nossa (Deu. 29:29); e aquilo que ficou por revelar-se pertence ao Senhor e não nos deve impressionar. Lembremo-nos que somos finitos e Deus é infinito. Conforme a experiência do apóstolo Paulo (Col. 3:16), a Palavra habita em nós, nos admoesta e ensina. Haverá tantas filosofias quantas forem as diferentes maneiras de escolher dos homens. E nenhum filósofo pode obrigar outros a aceitarem suas ideias. Com os ensinos da Bíblia, a clareza ou evidência leva os povos a um só pensar. A lei de Moisés e os profetas se completam (Atos 28:23). Através da sua leitura achamos Deus, e, seguindo as suas direções, podemos encontrá-lo agora mesmo. Ele se manifesta em nossa vida e, por experiência, sabemos que a Bíblia nos fala com evidência a seu respeito. Por seu intermédio muitos têm sido salvos.

3) —- Autoridade — Nenhum outro livro no mundo possui a autoridade da Bíblia. Autoridade que palpita em cada verso e não é devida a nenhum agente externo. Nenhum tribunal fê-la autoritária por decreto, nem concilio, por decisão sua. Nenhum papa emprestou-lhe autoridade. No segundo, terceiro e quarto séculos, os primeiros concílios eclesiásticos ou religiosos, reconheceram simplesmente a autoridade já existente no Livro, aquela mesma com que fora escrita primitivamente (Heb. 1:1,2). Deus zela pela sua palavra, escrita para o nosso ensino. (Rom. 15:4). E o Mestre repreendeu a ignorância dos saduceus (Mat. 22:29), casta rica, bem-educada e de boa posição social, com elementos da alta aristocracia sacerdotal. João, o apóstolo do amor, conhecendo Jesus e com ele vivendo três abençoados anos, tira qualquer dúvida quando diz: “ Se recebemos o testemunho dos homens, o testemunho de Deus é maior; porque o testemunho de Deus é este, que de seu filho testificou. Quem crê no Filho de Deus, em si mesmo tem o testemunho; quem a Deus não crê mentiroso o fez; porquanto não creu no testemunho que Deus de seu Filho deu”. (1 João 5:9,10). Era necessário que esta dinâmica e poderosa literatura possuísse uma vital e orgânica unidade, desde que tudo foi criado pelo infinito poder de Deus.

Fonte: Crenças Batistas - Edgar Young Mullins.