Páginas

Mostrando postagens com marcador Ricardo Gondim. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ricardo Gondim. Mostrar todas as postagens

Patologias Geralmente Encontradas nos Movimentos Pentecostais.



1. Como a ênfase pentecostal é de uma espiritualidade interiorizada e subjetiva.
A teologia pentecostal favorece um reducionismo. À cosmovisão pentecostal é muito simplista. Culpa-se o diabo, a idolatria e a falta de compromisso com Deus e pronto.
2. O movimento pentecostal favorece o nascimento de Igrejas sem apostolicidade histórica.
Como geralmente os líderes pentecostais são homens de pouca escolaridade, muito da teologia clássica, dos credos e do combate às heresias de séculos é negligenciado. Algumas das inovações cúlticas e teológicas do pentecostalismo não mostra nenhum compromisso com herança cristã.
4. O pentecostalismo é muito vulnerável ao sincretismo.
Sem uma formação dogmática e sem muito labor teológico, o pentecostalismo fica aberto ao sincretismo.
5. O pentecostalismo agrava os processos de secularização da Igreja.
Absorvidos pela mentalidade ocidental competitiva que passou a identificar no sucesso um favor divino, os pentecostais buscam alcançar as massas com uma obsessão mercadológica. Impera no Brasil o sistema de “religious free enterprise”. As massas são evangelizadas a partir de uma didática consumista.
Buscam-se conversões: neste sentido, o evangélico brasileiro confirma sua vocação pragmática, pela qual se procura o útil sem se importar com a conceituação da verdade.
O proselitismo brasileiro desenvolve um “evangelismo de resultados”. Não enxerga a necessidade de elaborar uma apologia da verdade. Ao desprezarem os formadores de opinião, geram crescimento sem conquistar relevância.
O evangélico brasileiro, de origem fundamentalista, vem perdendo até mesmo sua herança ortodoxa de que se ufanava. O que era conservadorismo já degenerou em sincretismo.
Os resultados numéricos dos evangélicos brasileiros são ilusórios quanto sua inserção social. Mesmo alcançando os pobres e os esmagados existenciais, ele se ostracisa e em si mesmo, toma-se gerador de secularismo. Resultado: o crescimento transforma-se em faca de dois gumes. A medida que abocanha fatias maiores das estatísticas demográficas mais fundo cava o fosso que o separa da sociedade pluralista.
Cari Henry, expressão lúcida do evangelicalismo, afirmou: “Se enquanto evangelizarmos, abandonamos o saber para as filosofias seculares, confirmamos a atitude que condena o cristianismo como religião dos anti-intelectuais e nos esquivamos de denunciar a irracionalidade das propostas que tentam legitimar a incredulidade.
Escondemos a verdade que o teísmo evangélico envolve um compromisso intelectual obrigatório"
6. O pentecostalismo, como herdeiro de um movimento que busca a santidade, tende a ser exageradamente legalista.
A ênfase de uma santidade pessoal perfeita gera muitas vezes hipócritas.
7. O Pentecostalismo pode gerar uma ética seletiva.
Decorrente de seu legalismo, alguns pecados tendem a ser vistos com a maior seriedade e outros são relegados a menos importantes. Geralmente os pecados da moralidade pessoal e sexual são os mais duramente castigados, enquanto os pecados sociais são de menor importância.
8. O pentecostalismo tem muito culto à personalidade.
Como o poder pentecostal é apenas carismaticamente compreendido, ele firma-se nos dons individuais daí gerando uma verdadeira estratificação dentro do movimento. Os mais talentosos firmam-se com uma autoridade inquestionável e os demais lhe devotam todo o respeito.
9. O pentecostalismo favorece um triunfalismo, muitas vezes inconseqüente.
Frequentemente ouve-se nas Igrejas pentecostais o discurso que vamos mudar o Brasil, que breve São Paulo se ajoelhará aos pés de Jesus e que esse país nunca será o mesmo. Igrejas já se dividiram, porque criam ser eleitas de Deus para transformar o mundo, depois viram que transformar o mundo é uma tarefa um pouco mais complexa que gostariam de admitir.
10. O pentecostalismo favorece uma negação da graça e um evangelho muito na base do mercantilismo.
Ora-se para ganhar pontos com Deus, jejua-se para alcançar, contribui-se financeiramente para prosperar. Luta-se para preservar a salvação.

Fonte: Revista de Cultura Teológica – Ricardo Gondim.

Dez Pontos em que a Igreja Pentecostal Demonstra Potenciais:



1. O culto pentecostal é uma festa.
Canta-se muito, mas canta-se entusiasticamente. Prega-se muito, mas prega-se com intrepidez. Abraça-se, beija-se, ora-se uns pelos outros. Na Assembléia de Deus há uma banda de música, nas Igrejas mais carismáticas bate-se com o pé, aplaude-se.
Enquanto algumas Igrejas estão pregando, o porquê não se deve crer na Bíblia como peça inspirada por Deus, nas Igrejas pentecostais não apenas se prega a Bíblia mas se prega com entusiasmo. As emoções são trazidas de volta à compreensão da racionalidade. Herdeiro de um exercício teológico alemão onde a exatidão é mais importante que as emoções, o pentecostal ensina que servir a Deus é também fonte de alegria.
Meu encontro com o estudante alemão que estava defendendo tese sobre a Igreja pentecostal – nunca vi nenhum lugar onde o acesso a Deus é tão franco, desburocratizado e tão democrático.
2. No culto Pentecostal a ênfase é em um Deus vivo e atuante.
Os pentecostais creem que Jesus não estava brincando quando disse que quando estiverem dois ou três reunidos em torno do seu nome ele estaria ali no meio deles.
O pentecostal gosta de citar a cura do paralítico de Cafamaun que foi trazido à sua presença e ouviu de Jesus a doce expressão: Filho tem bom ânimo, perdoados estão os teus pecados. Os fariseus cuja teologia não comportava que Jesus perdoasse pecado, embora tolerasse que ele curasse, resmungavam. Jesus sabendo o que arrazoavam em seus corações lhes disse: Para mim qual é o mais fácil dizer a este paralítico, perdoados estão os teus pecados ou dizer lhe, levanta-te toma o teu leito e anda. Para que saibais que o filho do homem tem poder para perdoar pecados (disse ao paralítico) levanta-te toma o teu leito e anda.
3. O método homilético pentecostal é confrontativo e voltado para a espiritualidade.
Uma pessoa me falou, sabe pastor eu quando vou à igreja quero que alguém fale a minha alma. Para falar ao meu intelecto já tenho meu treinamento empresarial, para falar aos meus apetites já tenho a televisão.
A primeira instrução que recebi foi não fale sobre as necessidades das pessoas, fale às necessidades deles. Não pregue sobre o pecado, pregue para pecadores; não ensine sobre o que Jesus pode fazer, fale o que ele quer fazer.
Nenhum vendedor venderia seu produto sem o que em técnica de vendas chama-se “concluir a venda”.
4. A Igreja pentecostal é uma Igreja do povo.
Embora ela tenha sua elite, uma burguesia religiosa que se beneficia de sua estrutura, mas o que faz essa Igreja acontecer mesmo é o povão. A própria Assembléia de Deus acontece não por intervenção, estrategizaçao da sua elite, mas por iniciativa puramente popular.
5. A igreja Pentecostal é uma Igreja feminina.
Embora ela não chegue à liderança, embora não consiga se afirmar dentro das estruturas denominacionais, é a mulher que faz de fato a Igreja acontecer. São elas que mantêm a espiritualidade devocacional, são elas que compõem a maioria dos corais, são elas que visitam e são elas que fazem a maior parte do que se chama de evangelização pessoal. O maior percentual de mulheres ordenadas em qualquer Igreja pertence às igrejas quadrangular.
6. A Igreja Pentecostal é uma igreja vencedora.
A imagem que se passa para o crente é que ele está fazendo parte de um projeto vencedor. Mesmo que todos os sistemas fracassem, a Igreja permanecerá, e com a derrocada das ideologias, a Igreja é a única que vai conseguir mudar esse mundo podre. O crente se empolga, ele vê fracasso em todos os lados e olha para a sua Igreja e vê a possibilidade de vitória.
7. Cria espaços diferenciados dentro da comunidade.
As regras da sociedade não valem dentro da Igreja. Lá é o único lugar onde o peão de obras pode usar um paletó, sentar à frente de um grupo, empolgá-lo, desafiá-lo ou acusá-lo. As hierarquias sociais, ás regras comportamentais e os valores éticos são todos diferenciados.
8. A Igreja pentecostal gera esperança.
Você é alguém, você é amado por Deus. Alguns chegam a usar esse argumento para o crescimento da Assembléia de Deus. Uma vez convertido, colocava seus pertences dentro de uma mala e vinha para o sul, eu sou alguém e vou levar essa realidade para lugares, que no juízo dele são melhores, mais desafiadores.
9. A Igreja pentecostal é uma Igreja com compromisso missionário.
Eu não conheço nenhuma Igreja pentecostal que não esteja com pelo menos 5 ou seis projetos de construção. Que não desafie a seus membros a se tomarem evangelistas em suas comunidades e que não estejam constantemente falando em enviar missionário para outros países.
10. A Igreja pentecostal é de uma espiritualidade intensa.
Ora-se muito nas Igrejas pentecostais, jejua-se muito, lê-se a Bíblia. Com uma leitura muito intimista, mas que desafia o crente a receber devocionalmente de Deus o que ele lhe quer falar.

Fonte: Revista de Cultura Teológica – Ricardo Gondim.

O Que Significa Ser Pentecostal?



O pentecostal sofre hoje muitos estereótipos, vem sendo duramente solapado pela teologia da prosperidade e passa por muitas mudanças. Mas, poderíamos dizer que todas as Igrejas pentecostais concordam em alguns pressupostos teológicos, que são:
Ser Pentecostal é falar em línguas (glossolália) - a maioria das Igrejas pentecostais históricas sustentam que o fenômeno ocorrido no dia de Pentecostes, em que a multidão dos crentes reunida falou em uma língua estranha a eles mesmos e que se repetiu em Atos 10 e 19, pode também ocorrer nos dias de hoje.
Ser pentecostal é crer que os dons carismáticos não cessaram com o encerramento da era apostólica como sustentaram os contemporâneos de Santo Agostinho.
Ser pentecostal é acreditar que, assim como a salvação é uma experiência pessoal e regeneradora, a capacitação para o exercício ministerial e sacerdotal também é uma experiência pessoal e que reveste o crente com poder e autoridade vindos de Deus. O texto de Atos 1.8 tomado por cada crente como uma ordem individual, o ficar em Jerusalém é visto como parte da disciplina cristã e o ser revestido de uma condição sine qua non para ir a todo mundo e pregar o evangelho a toda criatura.
Ser pentecostal é crer que os milagres e cura divina também fazem parte da expiação de Cristo na cruz. O pentecostal crê que o mesmo Jesus que lhes salvou também lhes cura de doenças e moléstias.
Ser pentecostal é crer na realidade das possessões demoníacas e que o exorcismo é um exercício ministerial que todo leigo pode exercer.
Logicamente há ênfase, variações e patologias nessas práticas. Em alguns casos, essas ênfases podem determinar se as Igrejas são pentecostais clássicas ou neopentecostais. Por exemplo, nas Igrejas pentecostais clássicas a ênfase fica por conta das línguas e da experiência do “revestimento de poder” ou batismo no Espírito Santo; enquanto que nas Igrejas neopentecostais a ênfase não está tanto na busca desse poder, mas na sua demonstração.
Os pentecostais creem na doutrina da inerrância das Escrituras, em geral são pré-tribulacionistas, pós-milenistas e por incrível que pareça são dispensacionalistas.

Fonte: Revista de Cultura Teológica – Ricardo Gondim.