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ATÉ QUE PONTO ADÃO CAIU?


Uma das mais importantes conclusões a que você precisa chegar é esta: “Até que ponto Adão caiu?” Várias são as respostas dadas a essa pergunta.
Os liberais dizem que a queda de Adão foi para cima pois sua situação melhorou depois da queda. Algo que ele não possuía anteriormente foi acrescentado à sua personalidade. Assim sendo, Adão tornou-se uma pessoa mais completa e total depois da queda.
Outros afirmam que Adão caiu como que de um penhasco, mas' antes de despencar rochedo abaixo, segurou-se a alguma coisa no topo e firmou-se nela. Sua queda foi realmente para baixo, mas, por ter-se segurando antes de escorregar, ficou apenas em situação de perigo, mas se fizer bastante esforço e tiver força de vontade suficiente poderá galgar novamente o penhasco e alcançar terra firme. Os que pensam assim estão procurando subir por si mesmos, conquistando por esforço próprio seu lugar no céu.
Há um outro ensinamento no sentido de que Adão, ao cair, escorregou pelo penhasco e caiu em uma saliência da rocha, que impediu a continuação da sua queda, e essa saliência é a igreja. Esta o fará subir e o colocará em terra firme outra vez. Mas, a Palavra de Deus afirma que a queda de Adão foi total. Tornou-se depravado, totalmente depravado, incapaz de fazer qualquer coisa que possa agradar a Deus. Está sob o pecado, morto, condenado, sob o poder de Satanás, está perdido.
Amados no Senhor, na pessoa de Jesus Cristo, como Ele é revelado nas Escrituras, temos a resposta para a depravação do homem. É o Senhor Jesus que nos liberta do pecado e remove a condenação, faz-nos passar da morte para a vida, introduzindo-nos em Sua própria família como filhos de Deus. Eu os recomendo a Ele, o Salvador dos homens depravados.

Fonte: J. Dwight Pentecost - Sã Doutrina, p.13.

A GRANDE TRIBULAÇÃO


A Tribulação será um período de sete anos que ocorrerá entre o arrebatamento da Igreja e o segundo advento de Jesus Cristo na terra. É o perío­do conclusivo da profecia das 70 semanas de Daniel (Dn 9.24-27). Os sete anos são dividi­dos em dois períodos iguais, o segundo cha­mado de Grande Tribulação (Mt 24.21). O caráter do período é claramente revelado nas Escrituras. É um tempo de “ira” (Sf 1.15-18; 1 Ts 1.10; 5.9; Ap 6.16,17; 11.18; 14.10,19; 15.1,7; 19.2); “indignação” (Is 26.20,21; 34.1-3); “tentação” (Ap 3.10); “angústia” (Jr 30.7; Sf 1.14,15; Dn 12.1); “destruição” (Jl 1.15; 1 Ts 5.3); “trevas” (Jl 2.2; Am 5.18; Sf 1.14-18); “desolação” (Dn 9.27; Sf 1.14,15); “trans­torno” (Is 24.1-4,19-21); “punição” (Is 24.20,21).
A tribulação tem dois propósitos principais: (1) Deus preparará um pequeno grupo de fiéis sobreviventes na nação de Israel a quem o Messias virá, aos quais todas as pro­messas serão cumpridas. O evangelho do reino, a boa nova de que o Rei está chegan­do, será pregada universalmente (Mt 24.14) e multidões aceitarão, pela fé, a salvação oferecida. Deus fará novamente por Israel o que Ele fez através de João Batista em sua primeira vinda (Mt 3.1-10; Lc 3.3-14; cf. Ml 4.5,6). (2) Deus derramará o julga­mento sobre os homens e as nações que não crêem (Ap 3.10; Jr 25.32,33; Is 24.1; 2 Ts 2.12). Esses julgamentos virão de duas ma­neiras: diretamente de Deus, e indiretamen­te através de homens e exércitos. A septuagésima semana da profecia de Daniel começa oficialmente quando a últi­ma cabeça do quarto império mundial (Roma) faz uma aliança com Israel, garantindo-lhe seus direitos na Palestina e a reto­mada dos sacrifícios (Dn 9.27). Esta aliança é quebrada após três anos e meio, e a Gran­de Tribulação sobrevém à terra.
Os eventos do período da Tribulação estão expostos em grandes detalhes nas Escritu­ras. As nações originárias do Império Roma­no serão novamente reunidas sob uma po­tência mundial (Dn 2 e 7; cf. Ap 17.12,16,17). A cabeça do império é conhecida como a pon­ta pequena (Dn 7.8), a abominação da deso­lação (Mt 24.15), o homem do pecado (2 Ts 2.3), o Anticristo (1 Jo 2.18) e a besta (Ap 13.1-10). Este soberano político fará uma aliança com Israel (Dn 9.27). O rei do norte, também conhecido como Gogue (Ez 38) se oporá a ele (Dn 11.40), mas será destruído pelo Senhor ao invadir a Palestina (Ez 39). Tendo sido removido este forte poderio, o Anticristo será capaz de controlar o governo mundial. Um grande sistema religioso - centrado na adoração a esta figura política - será promovido pelo falso profeta (Ap 13.11-18), e passará a ter um alcance mun­dial. Por ocasião da volta do Senhor Jesus Cristo, este sistema político-religioso será destruído (Ap 19.20).
Durante a Tribulação, Deus derramará seu juízo na terra através da abertura dos selos (Ap 6), do toque das trombetas (Ap 8-11), e do derramamento das taças (Ap 16). Atra­vés da pregação das 144.000 testemunhas seladas (Ap 7.1-8), o evangelho será procla­mado aos confins da terra, e multidões se voltarão ao Senhor (Ap 7.9,10).
 A Tribulação terminará por ocasião da se­gunda vinda do Senhor Jesus Cristo a terra (Mt 24.22,29,30; Ap 19.11-16; cf. Zc 14.1-7).
Fonte: J. Dwight Pentecost – Dicionário Bíblico Wycliffe

MILÊNIO

Esta palavra vem do latim mille, "um mil", e annum, "ano", "mil anos", e é um termo teológico baseado nos mil anos men­cionados em Apocalipse 20.2-7. Será uma época de bênçãos especiais, durante a qual Satanás estará confinado, e o evangelho será propagado sem obstáculos. Existem três principais visões.
Pós-milenialismo. A segunda vinda de Cris­to ocorrerá depois do Milênio. A pregação do evangelho pela Igreja irá trazer um tempo de paz e prosperidade, e o conhecimento do Senhor encherá toda a terra. Considera-se a duração desse período como sendo de apro­ximadamente mil anos. Esta teoria foi pro­mulgada pela primeira vez na Inglaterra pelos ensinos de Daniel Whitby (1638-1726). Ela foi bem popular até que a I Guerra Mun­dial trouxe uma desilusão aos homens, que perceberam que no final o evangelho não seria aceito por todos, e que a humanidade não estava progredindo moralmente. Recen­temente, ela foi renovada especialmente por Loraine Boettner (The Millennium). Amilenialismo. De acordo com esta inter­pretação escatológica não haverá nenhum período literal de mil anos de paz. Nem ha­verá um milênio físico durante o qual Cris­to reinará na terra. As passagens que fa­lam de um reino terreno devem ser inter­pretadas como se fossem aplicáveis à Igre­ja, e as bênçãos que o Evangelho traz, como pregado no mundo durante a Era do Evan­gelho (Hamilton). Acredita-se que a prisão de Satanás ocorreu na cruz, na época de Constantino o Grande, ou em algum perío­do posterior. Muitos amilenialistas consi­deram que Apocalipse 2O.4ss. esteja refe­rindo-se ao estado abençoado daqueles san­tos que morreram e foram para o Senhor durante a Era do evangelho (Kuyper, Bavinck). A segunda vinda de Cristo é vis­ta como introdutora de um juízo universal final, tanto dos bons como dos maus.
Pré-milenialismo. O Milênio é o período do reino literal de Cristo sobre a terra por mil anos. Cristo deve voltar antes do Milênio começar (Ap 19.llss.; 2O.4ss.). Nenhum julgamento universal tanto dos crentes como dos não crentes pode ocorrer, visto que o julgamento dos maus ocorre depois dos mil anos (Ap 2O.5,6,11ss.).
Uma comparação das três visões.
Longe de fazer uma avaliação completa das três visões neste artigo, as três posições são possíveis, considerando as duas linhas de profecia encontradas na Bíblia com relação ao governo, reino, sofrimento e sacrifício do Messias. (1) As profecias relacionadas ao governo e reinado do Messias podem ser aceitas literalmente, e aquelas relacionadas ao sofrimento e sacrifício do Messias podem ser espiritualizadas ou interpretadas simbolicamente (como fazem muitos judeus). (2) Aquelas relacionadas ao sofrimento e sacrifício do Messias podem ser aceitas literalmente, e as relacionadas ao governo e reinado do Messias podem ser espiritualizadas ou interpretadas de modo figurado ou místico (por exemplo, no caso dos pós-milenistas e amilenialistas). (3) Ambas podem ser consideradas literalmente (por exemplo, no caso dos pré-milenialistas).
Embora alguns problemas estejam relacionados com cada visão, quando estudados em teologia sistemática, a visão pré-milenialista encontra um suporte mais forte na teologia bíblica. É difícil justificar uma mudança da interpretação literal da profecia com relação à primeira vinda de Cristo, a uma interpretação metafórica da sua segunda vinda.
Descrição da Era Milenial
O cumprimento das alianças. O Milênio é o período em que todas as alianças incondicionais de Deus com a nação de Israel serão cumpridas. As promessas da aliança com Abraão (Gn 12.1-3) com respeito à terra e à semente serão cumpridas, porque Israel irá possuir a Palestina, e a semente de Abraão irá ocupá-la. As promessas da aliança de Davi, com relação à sua casa, seu trono e seu reino (2 Sm 7.16) serão cumpridas porque alguém da linhagem de Davi irá ocupar o trono e governará sobre a nação de Davi. As promessas da aliança de Jeremias (Jr 31.31-34) com respeito à escrita da lei de Deus no coração dos homens cumprir-se-ão porque Israel será convertida, receberá um novo coração, experimentará o perdão dos pecados e a plenitude do espírito. As promessas da aliança de Moisés (Dt 30.1-10) relacionadas ao reajuntamento de Israel serão cumpridas, e a nação de Israel será abençoada na terra da Palestina.
Condições ideais da terra. Várias características da Era Milenial aparecem nas Escrituras. Este será um tempo de paz porque todas as nações estarão sujeitas à autoridade de Cristo (Ap 11.15; Is 9.6,7). Conseqüentemente, a guerra será abolida, será um tempo de alegria (Is 65.18,19). A santidade caracterizará o reino e os seus subordinados (Zc 14.20,21). A glória do Senhor se manifestará sobre a terra (Is 35.2). O rei virá trazer o consolo (Is 66.13) e estabelecerá a justiça perfeita (Is 9.7). Através do ensino do Espírito Santo, o conhecimento da verdade divina se espalhará (Is 11.2; Jr 31.33,34), e os efeitos da maldição serão eliminados da terra (Is 11.6-9; Rm 8.17-23). As enfermidades físicas e todas as doenças serão removidas (Is 35.3-6; Ez 47.12). A longevidade será restaurada (Is 65.20). Haverá perfeita ordem social (Is 65.21-23) e abundância econômica (Is 30.23-26; Am 9.13). Toda a terra se reunirá em adoração a Jeová (Is 45.22-24; Zc 14.l6ss.). O fortalecimento divino continuará a ser transmitido pelo Espírito, para que o povo obedeça aos mandamentos do rei (Jl 2.28-32).
A maldição do Milênio. Por ocasião de sua segunda vinda, o Senhor Jesus Cristo acabará com toda rebelião organizada contra a sua autoridade (Ap 19.11-21; Sl 2.9). Satanás será preso (Ap 20.2,3) de forma que a origem externa da tentação será removida. Os santos da Era da Igreja presente que deverão reinar com Cristo (Mt 19.28; Lc 19.12-17; 22.30; Ap 3.21; 5.10; 20.4) demonstrarão a plenitude da salvação por terem não só a "garantia da salvação" que é o Espírito Santo (Ef 1.13,14; Rm 8.23), como no presente, mas também porque seus corpos ressurretos estarão livres da natureza caída de Adão. A terra com tudo o que nela há será uma revelação da salvação, pois ela será libertada da maldição (Is 11.6-9; 65.25; Ez 34.25; Rm 8.17-23).
Ainda como prova da iniqüidade do pecado, as multidões não crerão em Cristo para salvação, mas expressarão apenas um culto de lábios. Como resultado, quando Satanás for solto no final dos mil anos, estes o seguirão e atacarão ao Senhor e aos santos (Ap 20.7-9). Sendo finalmente provada a incorrigibilidade do pecador e o excesso da iniqüidade do pecado, a rejeição da graça de Deus sob a lei, o Evangelho e o reino, Deus irá julgar o mundo com justiça. Acontecerá então a destruição e o julgamento final de Satanás e dos perversos (Ap 20.10-15). No final dos mil anos, Cristo entregará o reino ao Pai para que Ele seja tudo em todos (1 Co 15.24-28).
Os propósitos divinos do Milênio. Na época da criação, o propósito de Deus era sujeitar a criação ao homem, que seria um governador teocrático (Gn 1.26). Este propósito nunca foi concretizado por causa do pecado de Adão (Hb 2.8), mas será cumprido durante a Era do Milênio, quando todas as coisas estarão sujeitas a Cristo (1 Co 15.25, 27). Esta será, então, a época do aparecimento mais pleno do Filho de Deus, jamais conhecido em toda a história do mundo, porque Jesus Cristo reinará pessoalmente, em justiça e paz. Um milênio futuro não é claramente uma negação das maravilhas ou da eficácia presente do evangelho. Somente na Era Milenial aparecerão os efeitos completos da redenção de Cristo, na remoção da natureza humana caída dos crentes ressurretos, da maldição sobre a natureza, e dos efeitos da morte física. Hoje os homens podem rejeitar a Cristo por não conseguirem enxergar o significado da salvação, e tropeçam naquilo que ainda lhes parece ofensivo, como por exemplo, a natureza caída dos cristãos, a maldição sobre a natureza, e a mortalidade do corpo. Assim, eles não poderão se desculpar, por causa destas objeções. Para provar sua justiça e amor, Deus não irá colocar ninguém no final e eterno inferno até que Ele tenha mostrado a todos que o homem é tão pecador que não crerá - nem mesmo no Milênio - exceto pela sua soberana graça.
Bibliografia. Loraine Boettner, The Millenium, Filadélfia. Presbyterian and Reformed, 1958. Charles L. Feinberg, Premillennialism or Amillennialism? 2a ed., Wheaton. Van Kampen, 1954. Floyd E. Hamilton, The Basis of Millennial Faith, Grand Rapids. Eerdmans, 1942. Alva J. McClain, The Greatness of the Kingdom, Chicago. Moody, 1959. J. Dwight Pentecost, Things to Come, Findlay. Dunham, 1958. Charles C. Ryrie, The Basis of the Premillennial Faith, Nova York. Loizeaux, 1953. John F. Walvoord, The Millennial Kingdom, Findlay. Dunham, 1959.
Fonte: J. Dwight Pentecost – Dicionário Bíblico Wycliffe