Páginas

Mostrando postagens com marcador James Montgomery Boice. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador James Montgomery Boice. Mostrar todas as postagens

QUATRO IMPERATIVOS DOS ANJOS NA RESSUREIÇÃO DE JESUS.


Neste momento, nem Pedro nem João tinham visto o Senhor ressuscitado. Ele foi visto pelas mulheres primeiro, aquelas que tinham sido as últimas na cruz e estavam agora primeiro no túmulo. Jesus os encontrou a caminho de casa depois que eles foram ao sepulcro, viram os anjos e ouviram falar da ressurreição de Jesus. A mensagem do anjo contém quatro imperativos que são tão importantes hoje quanto naquele primeiro dia de Páscoa para aquelas mulheres (Mateus 28: 6-7).
1. Venha. O primeiro dos imperativos do anjo foi "venham". Esta foi uma afirmação importante porque muita coisa poderia ter impedido as mulheres de virem. O lugar em si poderia tê-las impedido. Elas estavam em um cemitério no início da manhã. Elas poderiam ter dito uma a outra: "Vamos voltar; não é seguro aqui. Vamos voltar quando estiver mais claro e houver mais pessoas por perto. O medo de Roma poderia tê-las impedido. A pedra tinha sido selada, mas o selo foi quebrado e a pedra removida. Roma havia sido desafiada. Elas poderiam estar envolvidas no crime. Elas poderiam ter dito: "Não podemos nos aproximar. Roma proíbe isso." O pecado delas poderia tê-las impedido. Algo misterioso, sagrado havia ocorrido aqui. Elas podem ter raciocinado: "Este é um solo sagrado. Não podemos nos aproximar." Nada disso as impediu, é claro. O convite para vir era de Deus, e elas reconheceram a voz de Deus no convite e a obedeceram.
Através da pregação do evangelho, o Senhor convida você a vir até ele. Ele está falando com você quando ele diz: "Venha a mim, todos vocês que estão cansados ​​e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso. Toma o meu jugo e aprende de mim, porque sou manso e humilde de coração e achareis descanso para as vossas almas "(Mateus 11: 28-29). Você vem? Você já obedeceu esse convite? Não pode haver conhecimento de Deus, nenhuma salvação, nenhum crescimento na vida cristã até que você o faça.
2. Veja. O segundo imperativo foi "veja". O anjo disse: "Venha e veja o lugar onde ele estava" (v. 6). O que devemos ver quando olhamos para o túmulo? Anos atrás, Charles H. Spurgeon pregou uma mensagem sobre esse versículo em que sugeriu cinco coisas.
Primeiro, devemos ver na sepultura de Cristo a condescendência de Jesus Cristo. Jesus não era um homem para quem a morte seria natural. Jesus é Deus. Ele esteve com o Pai desde toda a eternidade e estará com ele para sempre. Nós nunca esperaríamos que Jesus morresse. Mas Jesus de fato morreu por nós. Devemos nos maravilhar com a condescendência de um Deus tão incrível, que ele deveria ser colocado em um túmulo para nos salvar.
Em segundo lugar, devemos ver o horror do nosso pecado, pois foi o nosso pecado que o colocou lá. A morte é o salário do pecado. Mas Jesus não pecou; Ele era sem pecado. Por que então Jesus morreu? A resposta é clara: "Ele foi ferido pelas nossas transgressões, ele foi esmagado pelas nossas iniquidades; a punição que nos trouxe a paz estava sobre ele, e por suas feridas fomos curados "(Isaias 53: 5). Quando olhamos para o túmulo, começamos a ver o horror do nosso pecado e desenvolvemos um ódio adequado por ele.
Terceiro, devemos olhar para o túmulo para nos lembrar que também morreremos. A menos que o Senhor retorne antes desse momento, nós também morreremos e seremos separados daqueles que conhecemos e amamos. O túmulo fala da nossa mortalidade e adverte que há uma vida além desta vida para a qual devemos nos preparar.
Quarto, e mais importante, devemos olhar para o túmulo para ver que Jesus não está nele. Ele ressuscitou como ele disse. Ele venceu a morte. O túmulo vazio é uma grande evidência da ressurreição. A maioria das pessoas que escreveram seriamente sobre os eventos desta semana memorável observaram, honestamente, que em todos os relatos que temos, seja no Novo Testamento ou em fontes seculares da época, não há uma só tentativa de negar que a sepultura estava vazia. Existem explicações alternativas. Um deles está nos versos que seguem estes em Mateus: Os discípulos roubaram o corpo. Mas nenhum escritor negou que o túmulo estivesse vazio. O que pode explicar isso? Não foi roubado pelos inimigos de Cristo: se eles tivessem roubado o corpo, eles o teriam revelado quando a ressurreição fosse proclamada pelos seguidores de Jesus. Nem pelos discípulos: Se eles tivessem roubado o corpo, eles não estariam dispostos a morrer, como muitos deles morreram depois, pois o que eles sabiam era uma invenção. A única explicação adequada do túmulo vazio é que Jesus havia ressuscitado dos mortos como a Bíblia ensina.
A quinta razão pela qual devemos olhar para a tumba é aprender que também nós ressuscitaremos, como Jesus fez, se nos unirmos a ele. Jesus não veio à Terra só ensinar, morrer e ressuscitar, de modo que no final ele pudesse perder aqueles por quem ele morreu. Ele veio para salvar os seus "completamente" (Hebreus 7:25), para levá-los ao céu para estar com ele. Quando olhamos para o túmulo, temos a certeza de que um dia estaremos com ele e seremos como ele é (1 João 3: 2).
3. Vá. Este foi o terceiro dos imperativos do anjo. É um forte lembrete de que por mais tentador que seja permanecer perto da tumba para aprender suas lições, há, no entanto, trabalho a ser feito e devemos prosseguir com isso. É assim que o evangelho termina, pois, as últimas palavras de Jesus aos seus discípulos, relatados apenas três parágrafos depois disso, são: "Vá e faça discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, e ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei (vv 19-20). Esta é a maior obra de qualquer pessoa, e é para todos os cristãos.
4. Fale. O último dos imperativos do anjo era "fale". O último veio corretamente, pois, se chegamos ao sepulcro, virmos que está vazio, sabemos que Jesus ressuscitou e depois obedecemos a Jesus indo ao mundo, claramente devemos falar do que sabemos. Devemos dizer às pessoas: "Ele não está aqui; ele ressuscitou, assim como ele disse: "Esta é uma notícia boa e surpreendente. Mas boas notícias devem ser contadas. Se não lhe dissermos, nossas ações só podem ser o resultado de incredulidade ou que não entendemos o grande, poderoso e espantoso evangelho que é.

*Tradução livre by Mazinho Rodrigues.
Fonte: The Gospel of Matthew 18-28 - James Montgomery Boice.

Ungindo Com Óleo - Tg 5.13-16

Há, nessa conclusão de Tiago, um versículo que tem sido um problema para muitos, e podemos facilmente entender o por­quê. É o que fala sobre ungir o doente com óleo: “Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e estes fa­çam oração sobre ele, ungindo-o com óleo, em nome do Se­nhor.” (v. 14).
Esse versículo tem sido interpretado de várias maneiras... Por um lado, ele é usado pela Igreja Católica Romana como base para o seu sacramento do final, ou extrema unção. Ele se encaixa bem dentro do sistema sacramental da Igreja de Roma, de acordo com o qual a graça é administrada por meio dos sa­cramentos, por um sacerdote especialmente designado para realizá-los (Esse é o único versículo nas Escrituras que dá al­gum suporte para esse sacramento). Mas, certamente, esse não é o verdadeiro significado do texto. Porque o texto não está fa­lando em ungir alguém um pouco antes de morrer, mas, pelo contrário, tem em vista a sua recuperação. E, certamente, não é um ato público, mas muito privado. Entender que ele está en­sinando o rito da extrema unção é uma interpretação muito errada.
Por outro lado, esse versículo tem sido interpretado erro­neamente pelos protestantes, que têm visto nele uma promessa de cura para todos os cristãos em todas as circunstâncias. Mui­tas reuniões de cura apelam para versículos como esse, com a explicação de que é direito de nascimento de todo cristão de ser curado. E alguns até acrescentam ao seu argumento que a pala­vra “salvação” está baseada na palavra usada para saúde — salute (latim), que significa “saúde” ou “totalidade” — e argumentam, dessa forma, que, quando você é salvo, você está habilitado à totalidade do seu corpo, como também da sua alma.
Bem, Deus geralmente garante plenitude de saúde, e, às vezes, ele garante o que parecem ser curas maravilhosas. Mas, em nenhum lugar nas Escrituras Deus promete que a cura é di­reito de nascimento de todo cristão. O caso de Jó, que nós con­sideramos deveria dissipar essas noções. Jó sofreu não apenas pela perda de suas posses e família, mas, tam­bém, pela perda de sua saúde, e a principal razão para o seu sofrimento foi para que Deus fosse glorificado. Apesar de Deus ter restaurado sua saúde, ela não era seu direito de nascimento e ele, certamente, não sofreu por falta de fé, como alguns desses professores argumentam.
Entretanto, quando dissipamos essas interpretações falsas, ainda temos a responsabilidade de determinar o que o versículo significa, e não é fácil de fazer isso.
B. B. Warfield em seu livro Counterfeit Miracles(Mila­gres Falsos) observou, com propriedade, que Deus nem sempre garante a cura quando o óleo é aplicado e concluiu que, uma vez que Deus geralmente não acompanha o sinal pela realidade, nós deveríamos ministrar o sinal até Deus restaurar a realidade. É assim que abordo essa passagem. Mas se é ou não a forma ade­quada de lidar com a situação, eu deixo para você julgar. Ape­nas gostaria aqui de investigar esse versículo um pouco mais a fundo no contexto do ensinamento total do capítulo.
Tiago está dizendo que apenas o processo de ungir com óleo salva o doente? Não, eu não penso assim. Tiago descreve algo que, sem sombra de dúvidas, ocorria em seus dias. Ele não estava pres­crevendo um ritual. Ele não estava dizendo: “Eu tenho alguma coisa nova sobre a qual eu quero contar-lhes. Se alguém ficar doente, aqui está o que fazer. Primeiro, você deve conseguir um pouco de óleo; então, você deve ungir o seu amigo doente e, então, orar, e a unção e a oração o curarão”. Não era isso o que ele estava fazendo.
O óleo era usado de várias maneiras no judaísmo, geral­mente nos rituais do templo, e Tiago devia ter isso em mente, uma vez que ele está descrevendo algo que normalmente era feito. Ele diz: “Quando você seguir o procedimento normal, te­nha a certeza de orar”. Essa é a ênfase. É a oração da fé que é eficaz, pela graça de Deus, para curar.
Orar em fé é uma resposta à revelação de Deus. Fé é ouvir Deus e agir baseado naquilo que Deus diz. Aqui temos o caso daqueles que estão assegurados dessa ou daquela forma — tal­vez subjetivamente, talvez com base nos seus estudos da Palavra de Deus, talvez por causa de alguma circunstância especial — que Deus vai fazer algo por eles, e então, com base nessa convicção e revelação, oram com fé para que tudo seja feito. Em tais circunstâncias, Tiago diz: “Deus, que deu, primeiro de tudo, a revelação, dará em resposta à crença da fé, aquilo que ele prometeu”.
Certamente quando ele fala nos efeitos da oração fervoro­sa de um homem justo, ele está pensando nesses termos.
Observe como Tiago indica que há algumas pessoas às quais isso não se aplica. Não se aplica a cristãos apóstatas, cristãos desobedientes ou cristãos duvidosos. Aplica-se a cristãos jus­tos, que vivem de acordo com os mandamentos de Deus e que podem orar eficaz e fervorosamente.
A essa altura, poderíamos dizer: “Bem, se esse é o caso, então eu tenho certeza de que não poderei orar ousadamente. Eu tenho dúvidas da minha retidão. Sei que sou pecador. Peco dia­riamente em pensamentos, palavras e ações. Eu mal sei como orar. Isso deve se aplicar a outros”.
Tiago antecipou essa objeção, porque no verso 17, temos exemplo do profeta Elias, lembrando-nos que Elias era um ho­mem como nós. Ele tinha as mesmas fraquezas humanas que temos. Depois da grande vitória de Elias no monte Carmelo, quando o fogo de Deus desceu e consumiu o altar de Baal e todos os profetas de Baal foram expulsos e mortos, Jezabel avi­sou a Elias: “Façam-me os deuses como lhes aprouver se ama­nhã a essas horas não fizer eu à tua vida como fizeste a cada um deles.” (1Rs 19.2). E Elias ficou apavorado. Ele correu e escondeu-se. Obviamente Elias, às vezes, era fraco e vacilante. No entanto, como Tiago nos lembra, ele era um homem que foi usado por Deus para falar palavras espirituais ao rei Acabe e trazer julgamento àquele reino.
Deus disse a Elias para falar a Acabe que não iria chover, e não choveu. A grama secou, as plantações murcharam, os ani­mais começaram a morrer. O reino estava devastado. Então, depois de três anos, Deus mandou Elias dizer a Acabe que iria chover novamente.
Elias subiu o monte Carmelo, colocou sua cabeça entre os joelhos, em atitude de oração, e mandou um servo ao topo do monte para procurar alguma indicação de chuva. O menino vol­tou e disse: “Tudo o que eu vejo é uma grande extensão de céu azul sobre o Mediterrâneo”.
Elias disse: “Sobe, e olha novamente”. O menino voltou e Elias continuou a orar. Quando o menino retomou, Elias per­guntou: “Você viu algo?” Não havia nada. O céu estava total­mente claro. Elias mandou o menino de volta sete vezes.
Na sétima vez, o menino disse: “Eis que se levanta do mar uma nuvem pequena como a palma da mão do homem.” (lRs 18.44). Elias sabia que era isso. Então ele disse: “Sobe e diz a Acabe: Aparelha o teu carro e desce, para que a chuva não te detenha.” (v. 44). Então ele cingiu os lombos e correu adiante de Acabe, distanciando-se da carruagem. As chuvas vieram, e acabou a seca.
Tiago está nos lembrando como Deus trabalhou por meio de Elias naquela época. E ele está nos encorajando a sermos homens e mulheres de oração — não homens e mulheres de presunção, que tiram uma idéia da cabeça e a batizam com ora­ção dizendo: “É isso o que Deus vai fazer”, quando Deus não prometeu nada assim. Devemos ser aqueles que procuram pela vontade de Deus e oram por ela e, então, nos tomamos agentes da benção que Deus traz.
Ao terminar sua epístola, Tiago nos dá um lugar para co­meçar. Nós, frequentemente, queremos começar com algo es­petacular. Gostaríamos de orar por alguém, que é um doente terminal, e ver essa pessoa melhorar imediatamente. Pense como nós poderíamos ser espirituais! Bem, há vezes que Deus opera dessa forma, mas Tiago diz que, se quisermos aprender a orar, devemos começar em um lugar onde sabemos que Deus quer abençoar outros: “Sabei que aquele que converte o pecador do seu caminho errado salvará da morte a alma dele e cobrirá mul­tidão de pecados.” (v. 20).
Você deseja ser uma pessoa de oração? Comece orando pelos pecadores. Ore por aqueles que necessitam do Evangelho, porque, quando Deus ouvir a sua oração e os salvar, eles serão resgatados da morte, e muitos pecados que poderiam ter sidos cometidos por eles durante suas vidas serão evitados.

Fonte:Creio, Sim Mais e Daí? - James Montgomery Boice

Sob o Jugo.

Ao chamar os discípulos para labutarem em sua escola, Jesus introduziu mais uma imagem para explicar o relacionamento que tinha em mente. Era a imagem do jugo (cangalha). O jugo é colocado ao redor do pescoço dos animais, como bois e cavalos, para empregá-los em vários trabalhos. Trata-se também da figura da vara sob a qual o povo conquistado tinha de passar em sinal de sub­missão ao conquistador. O "jugo" é uma palavra rica em significados, que incorpora vários elementos importan­tes.
1. Submissão.Esta idéia flui naturalmente a partir da figura das pessoas passando sob o jugo do conquistador. Entretanto, envolve também o conceito de um animal submetendo-se ao jugo do amo e o aluno submetendo-se ao conhecimento acadê­mico do professor. Quando nos aproximamos de Jesus Cristo para a salvação, nós o aceitamos como Senhor; dali para a frente Ele guiará nossa vida, superintenderá nosso trabalho e dirigirá nosso estudo. O grande pregador batista Charles Spurgeon via "tomai meu jugo" como sig­nificando: "Se você for salvo por mim, eu serei seu Mestre e você será meu servo; você não pode me aceitar como Salvador, se não me aceitar também como Legislador e Comandante. Se não fizer o que eu requerer de você, não encontrará descanso para sua alma”.
2. Trabalho.O jugo colocado ao redor do pescoço de um animal capacita-o para o trabalho. O jugo de Cristo, colocado nos ombros dos seus seguidores, sem dúvida tem um propósito similar em suas vidas. Significa que estamos atrelados à sua equipe ou alistados ao seu serviço. Somos soldados do seu exército, construtores do seu templo, pregadores do seu evangelho c embaixadores do seu Reino. Isto explica por que Jesus estava tão interessado em ligar a salvação do indivíduo ao que ele faz a seu serviço, como nas histórias das virgens incautas e das sábias, dos homens que receberam talentos e a divisão entre ovelhas e bodes. Estas histórias perturbam algumas pessoas, porque acham que estão dizendo que a salvação depende das obras - quer seja a necessidade das pessoas estarem alertas e vigilantes no retorno de Cristo, seja no uso dos talentos que recebem, seja alimentando os famintos, dando de beber aos sedentos, sendo hospitaleiras, vestindo os desnudos e cuidando dos enfermos, ou visitando os que estão presos - e não somente da fé em Jesus Cristo como Salvador. Todo cristão verdadeiro sabe que a salvação pelas obras é um falso evangelho. Provavelmente tais pessoas chamariam estas parábolas de ensino falso, se não estivessem registradas nas Escrituras como palavras do próprio Cristo. No entanto, é claro que estas histórias não representam um falso evangelho. As parábolas apenas perguntam se uma pessoa pertence ou não a Cristo, o que significa se toma ou não o seu jugo. Se a pessoa tomou o jugo de Cristo, o que faz quando crê (duas coisas que não podem ser separadas), trabalhará para ele. Da mesma forma, se não trabalha para Cristo, mostra claramente que não tomou seu jugo e que, portanto, não creu nele ou não o conheceu como Salvador. Note que não se trata de uma questão de quanto somos capazes de fazer para Cristo. Na história dos talentos, um homem recebeu cinco talentos, outro apenas dois. Ambos eram salvos. A questão é se a pessoa assumiu ou não o jugo. A questão é se trabalhamos ou não para Cristo.
3. Companheirismo.O terceiro elemento na imagem do jugo é o companheirismo, ou outra forma de dizer que existem outros na escola de Cristo. É possível ter um jugo para apenas um animal, como a cangalha para apenas um cavalo. Geralmente, porém, o jugo é preparado para uma parelha de animais, de forma que o peso do trabalho fique equilibrado entre ambos. Fico feliz porque a escola de Cristo é assim. O trabalho com frequência é árduo; as horas são longas. Muitas mãos trabalhando juntas tornam o labor mais leve. Pode haver também este pensamento: quando Jesus disse "tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim", poderia estar dizendo que é seu jugo no sentido de que o jugo pertence ao fazendeiro e que ele precisa colocá-lo sobre nossos ombros. Contudo, pode significar também que o jugo é dele no sentido de que ele o está usando e está chamando para tomar lugar ao seu lado, para a obra que deve ser feita. Em vista do ensino de outros textos bíblicos, creio que esta é a idéia correta. Somos "cooperadores" de Deus (1Co 3.9; 2Co 6.1). Jesus prometeu estar conosco todos os dias "até a consumação dos séculos" (Mt 28.20). Estamos trabalhando com Cristo, e não há nenhum peso para nós que Ele próprio não tenha carregado. Matthew Henry escreveu: "Recebemos o jugo para o trabalho, portanto, temos de ser diligentes; recebemos o jugo para a submissão e. portanto, temos de ser humildes c pacientes. Recebemos o jugo juntos, como conservos; portanto, devemos manter a comunhão dos santos”.

Fonte: James Montgomery Boice - O Discipulado Segundo Jesus.