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O QUE A BÍBLIA ENSINA SOBRE O GOVERNO HUMANO?


Paulo ensina em Romanos 13: 1–7 que um cristão tem várias obrigações para com seu governo:
(1) O cristão deve sujeita-se ao governo;
(2) O cristão não deve “resistir” ao poder do governo;
(3) O governo deve lidar com a ilegalidade e o transgressor da lei;
(4) O governo é ministro de Deus para fazer o bem aos seus cidadãos;
(5) O governo pode usar a espada para proteger de invasores estrangeiros e de infratores internos;
(6) Os cristãos devem estar sujeitos ao governo por causa da consciência; e
(7) O cristão deve pagar impostos (vv. 6–7).

*Tradução livre by Mazinho Rodrigues.
Fonte: Bible Answers for Almost All Your Questions - Elmer Towns.

O Ensinamento da Trindade no Novo Testamento.



O que estava oculto no Antigo Testamento está claramente revelado no Novo. A doutrina da Trindade que estava implícita no Antigo Testamento é claramente ensinada no Novo Testamento.

A Trindade revelada no batismo de Jesus. A ilustração mais vívida da Trindade é encontrada no início do ministério de Jesus na Terra. Ele foi batizado por João Batista no Rio Jordão (Mt. 3:16, 17). Quando o Deus Filho foi erguido das águas, Ele viu Deus, o Espírito Santo, “descendo como uma pomba”. A Bíblia também registra a voz de Deus Pai quebrando o silêncio do céu e atestando que Se deleita em Seu Filho.

Jesus ensinou a Trindade (João 14:16,17). Jesus cria e ensinava aos Seus discípulos a doutrina da Trindade. Enquanto tentava prepará-los para a vida de serviço que teriam após a Sua ressurreição, Ele disse a Seus discípulos que havia pedido ao Pai para enviar o Consolador, que é Deus, o Espírito Santo. Neste ponto em Seu ministério, os discípulos estavam cientes de que Jesus era Deus, o Filho. Em Seu ensinamento referente à vinda do Espírito Santo, Ele ensinou de tal maneira que afirma que os discípulos entenderam a doutrina da Trindade. Mais tarde na mesma noite, Jesus fez a mesma referência à Trindade para o mesmo grupo. “Mas, quando vier o Consolador (Deus, o Espírito Santo), que eu [Deus, o Filho] da parte do Pai [Deus]vos hei de enviar...” (Jo. 15:26). Bastava Jesus dizer algo apenas uma vez para que isso fosse verdade, mas a repetição deste ensinamento neste contexto sugere que não apenas o ensinamento era verdadeiro, mas também os aprendizes (discípulos) eram capazes de se identificarem com esta verdade. Eles estavam suficientemente familiarizados com a doutrina da Trindade para serem capazes de aprender a nova verdade fundamentada na antiga verdade.

A igreja do Novo Testamento reconheceu a Trindade (2 Co. 13:14). A doutrina da Trindade foi ensinada na igreja primitiva. Duas práticas da igreja revelaram que os primeiros cristãos eram trinitarianos. A primeira prática é vista nas bênçãos e orações. Os cristãos sempre abençoaram uns aos outros no nome do Senhor. Mesmo hoje alguns cristãos falam: “Deus te abençoe” ao se retirarem. Quando o apóstolo Paulo pronunciou a sua bênção final sobre a igreja de Corinto, ele fez isso em nome das três Pessoas da Trindade. “A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo seja com todos vós. Amém” (2 Co. 13:14). A segunda prática na igreja do Novo Testamento que reconheceu a Trindade foi o batismo. Jesus instruiu os Seus discípulos a batizarem os convertidos “em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo” (Mt. 28:19). Quando
uma pessoa era batizada, o Pai, o Filho e o Espírito Santo eram, cada um, identificados no ato. Apesar de serem três identificados, o convertido era batizado em “nome” singular, refletindo a unidade da Divindade. Alguns entenderam este propósito de forma errada e argumentam que a fórmula do batismo “em nome de Jesus” (At. 2:38) é diferente da fórmula de Mateus 28:19. Na verdade, esta frase é geralmente utilizada no livro de Atos para distinguir o batismo cristão do batismo de João Batista. Especificamente, isto chama atenção para a divindade de Cristo, a quem eles crucificaram. O batismo cristão sempre foi “em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo” (Mt. 28:19) em obediência aos mandamentos de Cristo, portanto, em “nome de Cristo”.

A obra distinta de cada Pessoa da Trindade aponta para a Trindade. Muito da obra de Deus é atribuído a cada membro da divindade. Hebreus 9:14 ilustra os esforços cooperativos de cada membro da Trindade na expiação: Deus, o Filho, ofereceu o Seu sangue através de Deus, o Espírito Santo, a Deus, o Pai, para a nossa salvação. Desta maneira, um entendimento da Trindade é fundamental para o entendimento da expiação. O autor aos Hebreus considerou isso importante ao relembrar aos cristãos hebreus em Jerusalém o que Deus fez por eles.

Fonte: Série Concisa - Doutrinas Bíblicas - Elmer L. Towns

O Antigo Testamento Aponta para a Trindade.



Há um elemento de mistério nas doutrinas que aparecem primeiro no Antigo Testamento, antes de serem reveladas de forma mais completa no Novo Testamento. Ao longo do Antigo Testamento, há sinais contínuos que apontam para a existência da Trindade. Eles são vistos nos nomes de Deus, na adoração a Deus, e nas distinções feitas dentro da Trindade.

Os nomes de Deus implicam a Trindade. Deus revela a Sua natureza em parte através dos Seus nomes. O primeiro nome de Deus usado nas Escrituras é Elohim. Mesmo no primeiro verso da Bíblia, uma dica da Trindade é dada; a palavra Elohim está no plural. Se o uso deste nome no plural fosse o único ensinamento que tivéssemos sobre Deus, não seria um argumento forte porque em hebraico usa-se o plural em referência à majestade. “E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança” (Gn. 1:26). Quando o homem obteve o conhecimento do bem e do mal, Deus disse: “Eis que o homem é como um de nós” (Gn. 3:22). Antes do julgamento em
Babel, Deus disse: “Desçamos” (Gn. 11:7). Isaías “ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós?” (Is. 6:8). Isaías registra um segundo nome de Deus que é plural. O nome “Criador” (Is. 54:5) está no plural no hebraico. Este verso, então, nomeia três que são Deus. “Porque o teu Criador é o teu marido; o Senhor dos Exércitos é o seu nome; e o Santo de Israel é o teu Redentor; que é chamado o Deus de toda a terra” (Is. 54:5). Esses nomes de Deus, usados no plural, sugerem o que é conhecido como uma “unidade plural”.

A adoração a Deus pelo uso de uma fórmula Trinitária. A segunda indicação da Trindade no Antigo Testamento é vista na adoração a Deus. A visão que Isaías teve de Deus incluiu a tríplice designação: “Ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós?” (Is. 6:3). Quando Jacó abençoou o seu filho José no nome de Deus, três vezes ele identificou Deus de maneira diferente (Gn. 48:15,16). A Bênção Arônica dada por Deus para declamação pelo primeiro sacerdote de Israel também era tripla em sua natureza: “O Senhor te abençoe e te guarde; o Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti, e tenha misericórdia de ti; o Senhor sobre ti levante o seu rosto e te dê a paz” (Nm. 6:24-26). Apesar disso não ser conclusivo em si, a maioria dos teólogos bíblicos concordam que essas ênfases triplas na adoração a Deus dão permissão à tripla Personalidade de Deus.

Todas as três Pessoas se distinguem como Deus. A terceira inferência da Trindade no Antigo Testamento é a prática de diferenciar Deus e Deus. O julgamento do Senhor para Sodoma e Gomorra aponta uma diferença entre o Senhor na Terra - e o Senhor no céu (Gn. 19:24). Mais especificamente, o Antigo Testamento ensina que Jeová tem um Filho (Sl. 2:7) que é chamado Deus (Is. 9:6). O Espírito de Deus também é referido no Antigo Testamento como Deus (Gn. 1:2; 6:3).

Uma afirmação clara aponta para a Trindade. Provavelmente, a afirmação mais clara sobre a Trindade no Antigo Testamento está em Isaías 48:16, porque demonstra a convicção do Antigo Testamento nas três Pessoas da Trindade. Deus, o Filho, está falando neste verso. Ele identifica o Pai (Senhor Deus) e “Seu Espírito” como O tendo enviado. No próximo verso, o Filho é claramente identificado como Deus. Portanto, este verso identifica três que são Deus, ainda que não negue o monoteísmo. Os missionários para
os judeus usam esse verso com frequência quando são desafiados por eles ao dizerem que os cristãos acreditam em “três deuses”. Os cristãos acreditam em um Deus em três pessoas, assim como o Antigo Testamento ensina.

Fonte: Série Concisa - Doutrinas Bíblicas - Elmer L. Towns.

A Definição de Trindade e aqueles que à Negam.



Uma das coisas mais difíceis e ainda mais importantes de entender sobre Deus é que Ele é triuno. Deus é citado nas Escrituras como sendo três Pessoas distintas, mas, ao mesmo tempo, aprendemos que Ele é um Deus único. Ensinar sobre um único Deus em três Pessoas tem confundido muitos cristãos por séculos, à medida que buscam entender a completa instrução das Pessoas de Deus na Escritura. O Pai, o Filho e o Espírito Santo são diferentes um do outro, ainda que tudo o que é verdadeiro sobre Deus seja verdadeiro sobre o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Ignorar esta simples doutrina pode conduzir ao erro. Quando compreendida, a doutrina da Trindade forma uma base para todas as doutrinas que cremos. A doutrina da Trindade estabelece que Deus existe em unidade e em três Pessoas eternas. Os membros da Trindade são iguais em natureza e diferentes em Pessoa. O Pai gerou eternamente o Filho. “O Senhor me disse: Tu {és} meu Filho; eu hoje te gerei” (Sl. 2:7). O Filho é submisso à obra do Pai, ainda que de igual natureza que o Pai. Jesus orou ao Pai, dizendo: “Tendo consumado a obra que me deste a fazer” (Jo. 17:4). Então, o Pai e o Filho enviaram o Espírito Santo: “O Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de enviar” (Jo. 15:26). Portanto, o Pai é o cabeça ou origem da divindade, o Filho é o revelador da divindade, e o Espírito Santo, que procede do Pai e do Filho, é o agente que geralmente realiza a obra da divindade. Em algumas referências bíblicas, uma Pessoa da Trindade parece realizar todo o processo (Is. 6:3-9; Jo. 12:37-41; Atos 28:25, 26).

A identificação mais antiga existente a respeito da Trindade é o Credo de Atanásio, escrito aproximadamente em 250 d.C. “Adoramos um único Deus, em Trindade, e Trindade é unidade, nem confundindo as pessoas, nem dividindo a substância.” Há aproximadamente cem anos, Robert Dick colocou a mesma verdade desta maneira: “Enquanto há apenas uma natureza divina de Deus, há três pessoas chamadas Pai, Filho e Espírito Santo que possuem, não semelhantes, mas a mesma essência numérica, e a distinção entre eles não é meramente nominal, mas real.” A palavra “trindade” não é encontrada nas Escrituras, mas a ideia e a doutrina da Trindade é derivada da base bíblica. Muitos grupos se envolveram em erros doutrinários por negarem a existência da Trindade ou por explicarem a Trindade erroneamente. Entender o que é a Trindade depende de saber o que ela não é.

A Trindade não é equivalente a três Deuses. A doutrina da Trindade não sustenta a existência de três Deuses distintos, uma ideia que é chamada de “triteísmo”. Os testemunhas de Jeová e os Judeus com frequência falam para cristãos firmes sobre a crença em três Deuses, um argumento baseado no entendimento errôneo do significado do termo “trindade”. Os cristãos são monoteístas, o que significa que eles creem em um só Deus. “Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor” (Dt. 6:4). Quando reconhecemos que o Pai, o Filho e o Espírito Santo constituem cada parte do Deus Triuno, ainda exigimos a unidade de Deus.

A Trindade não significa três manifestações de Deus. Um dos primeiros grupos ateístas na igreja primitiva ensinou o que conhecemos por Sabelianismo ou Modalismo. Eles afirmavam que a Trindade era três manifestações distintas do mesmo Deus, como a água pode ser vista como sólida, líquida e gasosa. Eles explicam “Pessoa” para significar uma representação de Deus, assim como um homem pode ser pai, filho e irmão ao mesmo tempo. Segundo o Modalismo, havia apenas um Deus que Se revelou como Pai e Criador no Antigo Testamento. E essa mesma pessoa também se revelou como Redentor. Manifestado dessa maneira, Ele é chamado de Jesus. O Espírito Santo é a terceira manifestação do mesmo Deus que se relaciona a pessoas hoje. Sabélio estava errado em dizer: “O único Deus imutável é refletido diferentemente no mundo por causa das diferentes receptividades do mundo.” O erro básico do Modalismo é que ele nega a eternidade e distinção das três Pessoas da Trindade. Como veremos mais tarde, o Pai, o Filho e o Espírito Santo estavam todos envolvidos na obra da criação. Todos os três existiram e agiram juntos antes do princípio dos tempos. Todos os três existem em Trindade na Divindade

A doutrina da Trindade não ensina que o Pai criou o Filho ou o Espírito Santo. Uma das maiores controvérsias doutrinárias da igreja primitiva foi o Arianismo. Ario ensinou que somente o Pai era eternamente Deus desde o início. Ele ensinou que Deus criou tanto o Filho como o Espírito Santo do nada e antes de tudo. Por serem criados, Eles não podem ser considerados divinos ou possuidores dos atributos da Divindade. Certamente, a Bíblia não ensina a criação do Filho ou do Espírito Santo, mas reconhece a obra de ambos na criação de todas as coisas (cf. Jo. 1:3; Gn. 1:2). Historicamente, os cristãos têm reconhecido o erro do Arianismo e ensinado as doutrinas bíblicas da divindade de Cristo e do Espírito Santo. Mesmo nos dias de hoje, contudo, existem aqueles, assim como as Testemunhas de Jeová, que distorcem as Escrituras para negarem a Trindade.

A doutrina da Trindade não ensina que Cristo ou o Espírito Santo é um poder ou atributo de Deus. A quarta visão errada da Trindade, conhecida por Monarquianismo, ensina que Jesus foi meramente um homem energizado por Deus no batismo, mas teve a Sua divindade essencial sacrificada na Sua morte. Este erro entende de forma errada a verdade de que Jesus é Deus. A Bíblia ensina: “O Verbo [Jesus] era Deus” (Jo. 1:1). Depois, no mesmo contexto, lemos: “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigénito do Pai” (Jo. 1:14). João descreveu a volta
de Cristo quando viu “o céu aberto, e eis um cavalo branco; e o que estava assentado sobre ele chama-se... a Palavra de Deus” (Ap. 19:11,13).

Fonte: Série Concisa - Doutrinas Bíblicas - Elmer L. Towns.

Uma Breve História do Jejum.



Os cristãos que aceitam o convite de jejuar têm o privilégio singular de identificar-se com alguns grandes heróis da fé ao longo dos séculos. O jejum tem um passado rico e interessante.
O jejum no Antigo Testamento
A palavra “jejum” deriva do vocábulo hebraico tsom, que se refere à prática de abnegação. O Novo Testamento emprega a palavra grega nesteia para o jejum, a qual também se refere à abnegação.
A maioria dos estudiosos acredita que a prática do jejum começou com a perda de apetite durante os tempos de grande dificuldade e aflição. Ana, que posteriormente veio a ser mãe de Samuel, estava tão aflita com sua esterilidade que "chorava e não comia” (1 Sm 1.7). Igualmente, o rei Acabe, quando fracassou na tentativa de comprar a vinha de Nabote, "recusou-se a comer” (1 Rs 21.4).
Ao que parece, o jejum começou como uma expressão natural de tristeza. Com o tempo, entretanto, para um indivíduo refletir ou demonstrar sua tristeza, passou a ser costume abster-se de alimento e/ou demonstrar tristeza. Davi jejuou para demonstrar sua tristeza pela morte de Abner (veja 2 Samuel 3.35). Muitas referências nas Escrituras falam do jejum “afligindo” a alma ou o corpo de alguém (veja Isaías 58.3, 5). O jejum veio a ser praticado como meio de demonstrar externamente e depois promover o sentimento interno de remorso pelo pecado.
O jejum era uma expressão perfeitamente natural da tristeza humana; por isso, transformou-se num costume religioso para aplacar a ira de Deus. As pessoas começaram a jejuar para evitar que a ira de Deus as destruísse. Finalmente, o jejum se transformou num meio para tornar uma petição eficaz diante de Deus. Davi sustentou seu jejum antes da morte de seu filho com Bate-Seba, demonstrando sua esperança de que, enquanto a criança vivesse, a oração dele podia ser atendida. Quando a criança morreu, Davi encerrou imediatamente o jejum, demonstrando que sabia que nem o jejum nem a oração poderiam fazer mais nada (veja 2 Samuel 12.15-23).
Quando Deus derramava sua ira sobre uma nação por causa de iniquidade, o jejum passava a ser um modo de toda a nação buscar o favor e a proteção divinos. Portanto, era simplesmente natural que um grupo de pessoas se associasse em confissão, jejum, tristeza pelo pecado e intercessão diante de Deus.
O jejum no Novo Testamento
No Novo Testamento, o jejum era uma disciplina bastante praticada, principalmente entre os fariseus e os discípulos de João Batista. Jesus inaugurou seu ministério público com um extenso jejum de quarenta dias (veja Mateus 4.1, 2). Como vimos, quando os apóstolos de Jesus foram criticados, tanto pelos fariseus quanto pelos discípulos de João Batista por não jejuar, Jesus defendeu que eles não jejuassem enquanto Ele estivesse presente. Contudo deixou subentendido que jejuariam depois que Ele fosse retirado do meio deles (veja Mateus 9.14,15).
Jesus não deu diretrizes específicas a seus discípulos quanto à frequência do jejum. Ele ensinou que o jejum deles devia ser diferente do dos fariseus, porque tinham de jejuar para Deus, não para impressionar os outros com uma suposta espiritualidade (veja Mateus 6.16-18).
Mais tarde, a igreja do Novo Testamento adotou a prática do jejum, principalmente quando ordenava presbíteros e/ou comissionava pessoas para projetos ministeriais especiais (veja Atos 13.1-3). Podemos observar que o jejum era praticado por Paulo e outros líderes cristãos com bastante regularidade (veja 1 Coríntios 7.5 e 2 Corintos 6.5).
O jejum na igreja primitiva
Epifânio, bispo de Salamina, nascido em 315 d.C., perguntava: “Quem não sabe que o jejum do quarto e do sexto dia da semana é observado pelos cristãos do mundo inteiro?” No início da história da igreja, os cristãos começaram a jejuar duas vezes por semanas, preferindo as quartas e sextas-feiras para evitar ser confundidos com os fariseus, que jejuavam nas terças e quintas-feiras.
A prática de jejuar durante alguns dias antes da Páscoa, para preparar-se espiritualmente para a comemoração da ressurreição de Cristo, também era observada comumente. Mais tarde, esse jejum assumiu a forma de uma série de jejuns de um dia por semana durante várias semanas antes da Páscoa. Reminiscências desses jejuns da igreja primitiva podem ser vistas nas tradições católico-romanas de evitar outras carnes, exceto peixe, nas sextas-feiras, e na observação da Quaresma durante os quarenta dias que precedem a Páscoa. Também era costume dos cristãos do período pós-apostólico jejuar para prepararem-se para o batismo.
Jejuar em movimentos de renovação
A disciplina do jejum há muito tem sido associada com movimentos reformadores e de avivamento no cristianismo. Os fundadores do movimento monástico praticavam o jejum como disciplina regular de sua vida espiritual. Embora o monasticismo mais tarde tenha-se desvirtuado para a prática de jejum e outras formas de ascetismo como tentativas vãs de atingir a salvação, é provável que os primeiros monges jejuassem no desejo de que a igreja experimentasse avivamento e reforma.
Todos os reformadores do século xvi também praticavam o jejum, bem como os lideres de avivamentos evangélicos nos séculos seguintes. Jonathan Edwards jejuou durante 22 horas antes de pregar o seu famoso sermão, “Pecadores nas Mãos de um Deus Irado”. Durante o Avivamento de Oração de Leigos nos Estados Unidos, em 1859, os cristãos jejuavam na hora do almoço e frequentavam reuniões de oração nas igrejas próximas de seus locais de trabalho. Esse avivamento de oração irrompeu nas grandes cidades industriais do nordeste dos Estados Unidos.
A oração sempre era acompanhada de jejum quando as pessoas buscavam o Senhor para obter bênção espiritual durante o despertamento mundial de 1906. Billy Graham conta que jejuou e orou durante sua viagem à Inglaterra para dirigir a primeira cruzada britânica, no início dos anos 1950. A reação em suas reuniões nessa época foi descrita como um dos maiores avivamentos de nosso tempo. Muitos movimentos de despertar espiritual defenderam o retorno à prática cristã primitiva de jejuar dois dias por semanas.
Resumindo, o jejum tem uma história longa e impressionante como disciplina adotada pelos crentes por várias razões, mas todas elas estão relacionadas com o princípio de abnegação. Podemos negar o “eu” para destacar as necessidades da nação, dos outros que precisam das bênçãos de Deus ou de nossas próprias necessidades espirituais.

Fonte: Jejuar - uma revolução na vida espiritual - Elmer L. Towns.